quarta-feira, 14 de maio de 2014

Discurso de Lula no 2º Congresso dos Diários do Interior

É sempre um prazer dialogar com os jornalistas e empresários da imprensa regional brasileira. Por isso agradeço o convite da Associação dos Diários do Interior do Brasil para participar desse Congresso.

Vocês acompanharam as transformações que ocorreram no Brasil nesses 11 anos e que beneficiaram o conjunto do país, não apenas os privilegiados de sempre ou as grandes capitais.

Sabem exatamente como essa mudança chegou às cidades médias e aos mais distantes municípios.

O Brasil antigo, até 2002, era um país governado para apenas um terço dos brasileiros, que viviam principalmente nas capitais. A grande maioria da população estava condenada a ficar com as migalhas; excluída do processo econômico e dos serviços públicos, sofrendo com o desemprego, a pobreza e a fome.

Os que governavam antes de nós diziam que era preciso esperar o país crescer, para só depois distribuir a riqueza. Mas nem o país crescia o necessário nem se distribuía a riqueza.

Nós invertemos essa lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social. Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família, que hoje é um exemplo de combate à pobreza em muito países.

Adotamos uma política de valorização permanente do salário e de expansão do crédito, que despertaram a força do mercado interno, e ao mesmo tempo garantimos a estabilidade, controlando a inflação e reduzindo a dívida pública.

O resultado vocês conhecem: 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 42 milhões alcançaram a classe média e mais de 20 milhões de empregos foram criados.

O Brasil não é mais um país acanhado e vulnerável. Não é mais o país que seguia como um cordeirinho a política externa ditada de fora. Não é só o país do futebol e do carnaval, embora tenhamos orgulho da alegria e do talento do nosso povo.

O Brasil tornou-se um competidor global – e isso incomoda muita gente, contraria interesses poderosos.

A imprensa cumpre o importante papel de traduzir essa nova realidade para a população. E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV.

Todo governo democrático tem a obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. E tem obrigação de divulgar os serviços públicos à disposição da população.

A publicidade oficial é o instrumento dessa divulgação, que se faz em parceria com os veículos de imprensa – desde a maior rede nacional até os jornais do interior profundo do país.

Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial.

Quero recordar que esta medida encontrou muito mais resistências do que poderíamos imaginar, embora ela tenha sido muito importante para aumentar a eficiência da comunicação de governo.

Essa medida foi também uma questão de justiça, para reconhecer a importância do interior no desenvolvimento do Brasil.

Quando o companheiro Luiz Gushiken, que era o ministro da Secom em meu primeiro mandato, começou a democratizar a publicidade oficial, muita gente foi contra.

As agências de publicidade, os programadores de mídia e os representantes dos grandes veículos achavam que era uma mudança desnecessária.

Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal.

E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais.

Diziam que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV.

Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil.

Isso ocorre porque temos políticas que levam progresso e inclusão social ao interior do país.

De cada 3 empregos criados no ano passado, 2 se encontram em cidades do interior e apenas 1 nas regiões metropolitanas.

Nunca antes o governo federal investiu tanto no desenvolvimento regional, para combater desequilíbrios injustos e injustificáveis.

Nunca antes a relação entre o governo federal, os Estados e as prefeituras foi tão republicana quanto nestes 11 anos.

E são jornais do interior – e não os veículos nacionais – que traduzem essa realidade.

Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país.

Meus amigos, minhas amigas

Pediram-me para contar aqui uma experiência com a imprensa regional no período em que fui presidente da República. Vou contar o que aprendi comparando a cobertura da imprensa regional com a que fazem os grandes jornais.

Quando o Luz Pra Todos chega numa localidade rural ou numa periferia pobre, está melhorando a vida daquelas pessoas e gerando empregos. Isso é uma notícia importante para os jornais da região.

Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa superou todas as expectativas e alcançou 15 milhões de brasileiros, um desse jornais deu na primeira página: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”. Está publicado, não é invenção.

Onde é que estava esse grande jornal quando 16 milhões de brasileiros não tinham luz?

Quando chega o momento de plantar a próxima safra, são os jornais regionais que informam sobre as datas, os prazos, os juros e as condições de financiamento nas agências bancárias locais.

Mas na hora de informar à sociedade que em 11 anos o crédito agrícola passou de R$ 30 bilhões para R$ 157 bilhões, o que a gente lê num grande jornal é que a inflação pode aumentar porque o governo está expandindo o crédito.

Quando uma agência bancária da sua cidade recebe uma linha do BNDES pra financiar a compra de tratores e veículos pelo Mais Alimentos, vocês sabem que isso aumenta a produtividade e aquece o comércio local. É uma boa notícia.

Mas quando o programa bate o recorde de 60 mil tratores e 50 mil veículos financiados, a notícia em alguns jornais é que o governo “está pressionando a dívida interna bruta”.

Quando nasce um novo bairro na cidade, construído pelo Minha Casa Minha Vida, essa é uma notícia local muito importante.

Mas um programa que contratou 3 milhões de unidades, e já entregou mais da metade, só aparece na TV e nos grandes jornais se eles encontram uma casa com goteira ou um caso qualquer de desvio.

Quando o governo federal inaugura um hospital regional, isso é manchete nos jornais de todas as cidades daquela região. O mesmo acontece quando chega o SAMU ou um posto do Brasil Sorridente.

Mas lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo das quase 300 UPAs, 3 mil ambulâncias do SAMU e mais de mil consultórios odontológicos que foram abertos por todo o país nestes 11 anos.

A maior cobertura de políticas públicas que os grandes jornais fizeram, nesse período, foi para apoiar o fim da CPMF, que tirou R$ 50 bilhões anuais do orçamento da Saúde.

Quando sua cidade recebe profissionais do Mais Médicos, vocês sabem o que isso representa para os que estavam desatendidos. Vão entrevistar os médicos, apresentá-los à população.

Mas quando 15 mil profissionais vão atender 50 milhões de pessoas no interior do país, a imprensa nacional só fala daquela senhora que abandonou o programa por razões políticas, ou daquele médico que foi falsamente acusado de errar numa receita.

Quando um novo câmpus universitário é aberto numa cidade, os jornais da região dão matérias sobre os novos cursos, as vagas abertas, debatem o currículo, acompanham o vestibular.

Lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo que nestes 11 anos foram criadas18 novas universidades e abertos 146 novos campi pelo interior do país.

É nos jornais do interior que se percebe a mudança na vida de milhões de jovens, porque eles não precisam mais sair de casa, deixar para trás a família e os valores, para cursar a universidade.

O número de universitários no Brasil dobrou para 7 milhões, graças ao Prouni, ao Reuni e ao FIES. Os grandes jornais não costumam falar disso, mas são capazes de fazer um escândalo quando uma prova do ENEM é roubada de dentro da gráfica – que por sinal era de um dos maiores jornais do país.

Quando uma escola técnica é aberta numa cidade do interior, essa é uma notícia muito importante para os jovens e para os seus pais, e vai sair com destaque em todos os jornais da região.

Quando eu informo que nesses 11 anos já abrimos 365 escolas técnicas, duas vezes e meia o que foi feito em século neste país, os grandes jornais dizem apenas que o Lula “exaltou o governo do PT e voltou a atacar a oposição”.

Quando chega na sua cidade um ônibus, um barco ou um lote de bicicletas para transportar os estudantes da zona rural, essa é uma boa notícia.

O programa Caminho da Escola já entregou 17 mil ônibus, 200 mil bicicletas e 700 embarcações, para transportar 2 milhões de alunos em todo o país. Mas só aparece na TV se faltar combustível ou se o motorista do ônibus não tiver habilitação.

Eu costumo dizer que os grandes jornais me tratam muito bem. Mas eu gostaria mesmo é que mostrassem as mudanças que ocorrem todos os dias em todos os cantos do Brasil.

Meus amigos, minhas amigas,

Quanto mais distante estiver da realidade, mais vai errar um veículo de comunicação. Basta ver o que anda publicando sobre o Brasil a imprensa econômica e financeira do Reino Unido.

O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil.

Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego.

Escrevem que os investidores não confiam no Brasil, mas omitem que somos um dos cinco maiores destinos globais de investimento externo direto, à frente de qualquer país europeu.

Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos.

O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo. Isso é ruim para a imprensa, porque o público sabe distinguir o que é realidade do que não é.

Alguns jornalistas dos grandes veículos passaram o ano de 2013 dizendo que a inflação ia estourar, mas ela caiu. Passaram o ano dizendo que a inadimplência ia explodir, mas ela também caiu.

Diziam que o desemprego ia crescer, e nós terminamos o ano com a menor taxa da história. Chegaram a dizer que o Brasil entraria em recessão, mas a economia cresceu 2,3%, numa conjuntura internacional muito difícil.

Eu gostaria que esses jornalistas viajassem pelo interior do país, conhecessem melhor a nossa realidade, estudassem um pouco mais de economia, antes de repetir previsões pessimistas que não se confirmam.

E vou continuar defendendo a liberdade de imprensa e o direito de opinião, porque sei que, mesmo quando erra, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática.

Meus amigos, minhas amigas,

A democracia é o único sistema que permite transformar um país para melhor. E ela não existe sem que as pessoas participem diretamente da vida política. Por isso digo sempre aos jovens: se querem mudar a política, façam política. E façam de um jeito melhor, diferente. Negar a política é o caminho mais curto para abolir a democracia.

Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica, conforme previsto na Constituição de 1988.

O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando no país inteiro havia apenas 2 milhões de aparelhos de TV. Como diz o Franklin Martins, havia mais televizinhos do que televisores.

É de um tempo em que não havia rádio FM, não havia computadores, não havia internet. De um tempo em que era preciso marcar hora para fazer interurbano.
No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país.

Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga. Por isso foi tão importante aprovar o Marco Civil da Internet.

Este é o desafio que se apresenta aos meios de comunicação, seus dirigentes e seus profissionais, nesse novo Brasil: o desafio de ser relevante num país com uma população cada vez mais educada, com um nível de renda que favorece a independência de opinião e com acesso cada vez mais amplo a outras fontes de informação.

Quero cumprimentar a ADI-Brasil, mais uma vez, pela realização desse Congresso, e dar os parabéns aos seus associados, que levam notícias para a população do interior desse imenso país.

Muito obrigado.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Unesp deve abrir sindicância para apurar suspeita de estupro em festa

A Unesp de Botucatu deve abrir uma sindicância para apurar uma suspeita de abuso sexual em uma festa de estudantes de medicina no final de semana. O evento foi fora da faculdade, mesmo assim a direção deve investigar a denúncia de uma caloura do curso.
A estudante, porém, não se lembra de nenhuma característica dos supostos agressores. Ela realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e a Delegacia de Defesa da Mulher aguarda o resultado para investigar o caso. A jovem fez um boletim na polícia de um possível estupro. Segundo a estudante, ela foi forçada a manter relações sexuais com um veterano depois de ser incentivada pelos alunos mais antigos a ingerir altas doses de bebida alcoólica.
Fonte: G1

domingo, 27 de abril de 2014

Estudo alerta para possível déficit de água. Inclusive em Botucatu

Sabrina Souza

Composta por Sorocaba e outros 34 municípios, a região cortada pelos rios Sorocaba e Médio Tietê já apresenta projeções de déficit hídrico, pois a disponibilidade de água nessas reservas diminuiu 7% em cinco anos, diante de um aumento de 10% da demanda por água no mesmo período. É o que constatou o Relatório de Situação dos Recursos Hídricos, estudo elaborado pelo Comitê de Bacias Hidrográficas dos rios Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT) com base nas tendências de crescimento populacional e de aumento da atividade econômica nessas cidades. 

O índice médio de vazão das reservas das bacias Sorocaba e Médio Tietê (S-MT) - de 10,8% - é classificado como estado de atenção e coloca a região como a terceira mais crítica dentre as 21 unidades paulistas de gestão de recursos hídricos, ficando atrás apenas das bacias do Alto Tietê e dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. 

"Se continuarmos nesse ritmo, em breve teremos problemas graves de falta de água", alerta Rosângela Aparecida César, representante da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) no CBH-SMT. Realizado com dados oficiais deste órgão e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daae), o estudo considera a necessidade diária de 100 a 150 litros de água por habitante, além do número de outorgas de uso da água pela indústria, agronegócio e abastecimento público. 
O documento aponta que as cidades com maior demanda total do recurso são Sorocaba, Itu, Tatuí, Cerquilho e Botucatu - a soma desses cinco municípios equivale a 64,5% da necessidade regional. Destes municípios, o único que não faz parte dos mais populosos é Cerquilho. 

Racionamento

Rosângela lembra ainda que Itu, classificada como uma das cidades com maior déficit hídrico da região, já enfrentou situação de racionamento de água no último verão, quando cinco dos seus reservatórios operaram com apenas 10% de sua capacidade e o último secou completamente. 

Apesar de não estimar até quando haverá água disponível nessas bacias, já que prevê medidas para amenizar a situação, o estudo mostra que a relação entre a demanda estimada e a realizada nos 35 municípios já se aproxima a uma média de 95%, chegando ao limite do uso do recurso nas reservas do S-MT. A necessidade urbana de água destaca-se em relação a outros usos, e as cidades com maior demanda para este segmento são Sorocaba, Itu, Tatuí, Botucatu e Votorantim, equivalendo a 84% do total regional. 

Governador

Segundo o governador Geraldo Alckmin, que esteve ontem em Itu, as cidades que não são abastecidas pela Sabesp contarão com o apoio do governo do Estado, embora ele não tenha ressaltado de que maneira isso ocorrerá. O governador afirmou que o Estado está estimulando o uso racional da água, dando prêmios para quem reduzir o consumo. 
Em São Paulo, a medida teve 76% de aderência do público. Também se adotou a oneração maior do uso da água para quem aumentou o consumo. O governador falou de investimentos no sistema Cantareira. Destacou o aumento no número de reservatórios: dois em Campinas, além de Jaguariúna e Pedreira

Setor industrial

A segunda maior demanda é da indústria, com 78% do recurso desse setor destinado a Cerquilho, Sorocaba, Boituva, Araçariguama e Itu. A quantidade de água direcionada para o setor rural é a terceira maior, sendo que 77% do seu total são para Tatuí, Botucatu, Anhembi, Piedade e Salto de Pirapora. 

"Por conta da falta de água na capital, as indústrias estão migrando para o interior", analisa Rosângela. Apesar do impacto nos recursos hídricos causados com isso, a representante do comitê considera que trata-se de uma atividade essencial para a economia e cabe aos gestores controlar o uso da água. "É necessário a avaliação de quanto e onde pode ser retirado das reservas", comenta. 
Um exemplo é o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que será instalado até 2018 em Iperó e usará a água do rio Sorocaba para dissipar o calor gerado em sua torre de refrigeração. No projeto da instalação estão previstas a retirada de 30 litros de água por segundo e a devolução à natureza de 20,3% do material captado, sem danos ao meio ambiente. 

Medidas de controle 

Como se trata de um bem finito, a manutenção da produção da água depende da proteção de suas nascentes e reservas, o que inclui a preservação dessas áreas contra o avanço da urbanização, o tratamento do esgoto devolvido à natureza e metas de despoluição. "A cabeceira dos rios fica em regiões rurais, que sofrem forte pressão do setor imobiliário interessado em explorá-las", justifica Rosângela. Para tanto, o comitê estuda novas ações a fim de mudar as projeções negativas de disponibilidade de água nos rios Sorocaba e Médio Tietê. (Colaborou Anderson Oliveira)


Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

domingo, 20 de abril de 2014

Pré-candidato ao Governo paulista, Alexandre Padilha, estará em Botucatu na quinta

Dialogar com o estado de São Paulo. Este é o principal objetivo das Caravanas do PT Paulista em 2014. Com início na primeira semana de fevereiro, a atividade deverá percorrer todas as macrorregiões durante o primeiro semestre deste ano. Uma equipe liderada pelo ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, irá analisar de perto a realidade e as necessidades de cada cidade e região do interior paulista. “Se quisermos apresentar uma alternativa para o estado ela tem que estar baseada em um programa vigoroso que deverá ser construído com bases muito sólidas. Então as Caravanas do PT Paulista servirão exatamente pra isso: colher elementos e dar suporte à formulação de um programa de governo consistente”, explica o presidente do Diretório Estadual do PT-SP, Emidio de Souza.

Agora confirmado! Caravana Horizonte Paulista, com a presença do pré-candidato a governador Alexandre Padilha, estará em Botucatu na próxima quinta-feira, dia 24 de abril.  Percorrendo algumas cidades e terminando com uma grande plenária na cidade de Pirajuí, segue abaixo o roteiro e horários por onde passará a Caravana.

Programação :
08h00 Botucatu
10h00 Saída para Barra Bonita
11h00 Chegada à Barra Bonita – Eclusa
13h00 Saída para Jaú
13h30 Chegada em Jaú ( Hotel Realce )
15h00 Saída para Bauru
16h00 Gabinete Prefeito Rodrigo Agostinho
16h30m Saída para Coletiva Imprensa
16h45m Coletiva Imprensa
17h30m TV Prevê
19h30m Chegada em Pirajuí
20h00 Sessão Solene entrega do Título Cidadão no Teatro Municipal

Fonte: Diretório do PT de Botucatu

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Morre Matheus Sugizaki, um dos maiores expoentes do esporte botucatuense

Fiquei muito triste ao saber da morte do mestre Matheus Sugizaki. Sinto que alguém bem próximo se foi. Não que fosse seu amigo íntimo ou que convivesse diariamente com ele. Na verdade conheci o Matheus por meio do esporte, devo tê-lo entrevistado algumas dezenas de vezes nos meus 24 anos de carreira.

Lembro-me de encontrá-lo ainda quando eu fazia faculdade de jornalismo na UNESP. Ele fazia campanha para um dos candidatos a reitor. Nem me lembro o nome do candidato, mas votei na indicação de quem eu respeitava.

Felizmente, Matheus foi homenageado em vida. Uma dessas ocasiões foram os Jogos Abertos de 2005. Na oportunidade, o telão mostrava as imagens raras do título mundial universitário de judô em 1968, talvez uma das mais importantes conquistas de um botucatuense.

Como disse, não era seu amigo íntimo, mas toda a vez que o encontrava, não perdia a oportunidade de ouvir suas firmes, mas suaves palavras que caminhavam sempre pelo lado do bem.

Em algumas dessas ocasiões tive a oportunidade de boas e longas conversas. A última delas foi em um evento de judô na AAB. Ainda tenho na mente aquele olhar sereno e o seu charmoso chapéu. Depois disso, o vi caminhando uma ou duas vezes.

Para nós ocidentais, Matheus Sugizaki se foi e vai deixar muitas saudades e vai ser sempre um exemplo a ser seguido. Espero que a filosofia oriental, que não trata a morte como algo tão trágico, mas como uma parte do ciclo da existência, seja o consolo para os familiares. Então, que seja assim, que o Matheus continue sua caminhada em algum lugar.


quinta-feira, 10 de abril de 2014

Unesp debate 50 anos de Golpe Militar

Descrição: Durante 21 anos (1964-1985), o Brasil viveu sob uma ditadura civil-militar que se estabeleceu a partir de um golpe e se manteve no poder através da utilização da força e da violência instrumentalizadas por seqüestros, torturas, assassinatos, censuras, enfim, do cerceamento das liberdades e de agressão aos direitos elementares da cidadania. O evento "Memória e história da Ditadura Militar no Brasil: é preciso não esquecer para não reinventar", a ser realizado pelo Departamento de Educação do Instituto de Biociências de Botucatu, está inserido em uma programação maior a se realizar nos campi da UNESP sob a coordenação do Observatório de Educação em Diretos Humanos/UNESP, que vem trabalhando com a temática "Golpe Militar 50 anos: memória, história e direitos humanos". 
Período: de 07/04/2014 à 11/04/2014
Local: Unesp, Câmpus de Botucatu, Anfiteatro do Instituto de Biociências
Coordenação: Dr. Valdir Gonzalez Paixão Junior 
Promoção: Instituto de Biociências
Memória e história da Ditadura Militar no Brasil: é preciso não esquecer para não reinventar
PROGRAMAÇÃO 

EXPOSIÇÃO
07-11/04/2014:
“Vala Clandestina de Perus: desaparecidos políticos, um capítulo não encerrado da história brasileira”.
Painéis do Observatório de Educação em Direitos Humanos – OEDH/UNESP-Bauru

CINE-DEBATE
07-11/04/2014:
Exibição de curtas/Documentários
Área de Vivência – alunos do câmpus de Botucatu

MESAS REDONDAS
10 e 11/04/2014
DIA: 10/04/2014 (Quinta-feira)
8h00- 9h00 – ABERTURA DO EVENTO
9h00- 10h00 -  PALESTRA DE ABERTURA
“Ditadura Militar no Brasil: memória, história e Direitos Humanos”
Dr. Clodoaldo Meneguello Cardoso
10h00 – 10h30 – Debate
10h30 – 11h00 – Coffee-break
11h00 – 12h30 – MESA REDONDA “ANISTIA E DIREITOS HUMANOS”
“Lei da Anistia e Democracia no Brasil”
Dra. Martha Cibele Ciccone De Léo
“Anistia Direitos Humanos e Ditadura Militar”
Dr. André Murilo Parente Nogueira
Moderador: Dr. Luís Alfredo Chinali
12h30 – 13h00 - Debate
TARDE
14h30 – 16h00 - MESA REDONDA “UNESP E DITADURA MILITAR”
“A UNESP de Botucatu em tempos de Ditadura Militar: memória e história de vida”.
Dr. Antonio Luiz Caldas Junior

“UNESP e Ditadura Militar: relatos de 1968-1984”
Ms José Roberto Tozoni-Reis

Moderador: Dr. Ildeberto Muniz de Almeida

16h00 – 16h30 – Debate

16h30 – 17h00 – Coffee-break

17h00 – 18h30 - MESA REDONDA “MOVIMENTO ESTUDANTIL E DITADURA MILITAR”

“Ditadura Militar e movimento estudantil: memória da repressão e da resistência”
Dra. Maria Ribeiro do Valle

“O Movimento Estudantil e os alunos da UNESP de Botucatu: memória e história de vida”
Dr. Valdemar Pereira de Pinho

“UNE, movimento estudantil e a Ditadura Militar”
Dr. José Luis Sanfelice

Moderador: Diego de Andrade Silva

18h30 – 19h00 – Debate

19h00 – ENCERRAMENTO

DIA: 11/04/2014 (Sexta-feira)
MANHÃ
8h00 – 9h30 - MESA REDONDA “CINEMA E DITADURA”

“Cinema, política e sociedade no período da Ditadura Militar”
Ms. Augusto Sérgio Callile

“Pelas lentes do cinema: militância, ação militar e ditadura no Brasil pós 64”
Dr. Marco Alexandre Aguiar

“1964: um Golpe contra o Brasil”
Alípio Raimundo Viana Freire

Moderador: Dr. Rodolfo Franco Puttini

9h30 -10h00 – Debate

10h00 – 10h30 – Coffee-break

10h30 – 12h30 - MESA REDONDA “RELIGIÃO, GÊNERO E DITADURA”

“Gênero e Ditadura Militar: o rosto feminino da resistência e da militância”.
Ms Ariana Bazzano de Oliveira

“Protestantismo, política e sociedade no período da Ditadura Militar”
Ms Paulo Julião da Silva -Doutorando UNICAMP/SP
“Catolicismo e Ditadura Militar: fatos e relatos de apoio e de resistência ao Golpe de 1964”
Dr. Ivan Aparecido Manoel

“Igreja Católica, Estado Brasileiro e Ditadura Militar”
Dom Mauro Morelli

Moderador: Dr. Valdir Gonzalez Paixão Junior

12h30 -13h00 -  Debate

TARDE
14h30 – 16h30 - MESA REDONDA “CENSURA, IMPRENSA E DITADURA”

“A censura política na imprensa brasileira durante o Regime Militar”
Dr. Maria Aparecida de Aquino

“Imprensa Alternativa, militância e resistência no período da Ditadura Militar”
Ms Paulo Pizzigatti Diniz de Almeida

“Liberdade de imprensa, liberdade política e direitos humanos”
Ivo Herzog

Moderador: Dr. Alfredo Pereira Jr.
16h30 -17h00 – Debate

17h00 – 17h30 – Coffee-break

17h30 – 18h30 – PALESTRA DE ENCERRAMENTO
“Ditadura Militar e movimento democrático na atualidade”.
Dr. Marco Aurélio Nogueira

18h30 – 19h00 – Debate

19h00 – ENCERRAMENTO

terça-feira, 8 de abril de 2014

Funcionários da coleta de lixo paralisam serviços em Botucatu

Os coletores de lixo doméstico de Botucatu (SP) paralisaram as atividades na manhã desta segunda-feira (7). De “braços cruzados”, eles querem que a empresa terceirizada para execução do serviço cumpra o acordo de 5% de aumento nos salários, prometido em outubro do ano passado.
O grupo se concentrou em frente ao departamento de limpeza pública da Secretaria Municipal de Obras. Em 2013, os trabalhadores chegaram a suspender o serviço de coleta por três dias. Outros funcionários responsáveis pela varrição de rua também aderiram ao movimento.
Em nota, a prefeitura informou que já acionou a empresa e o sindicato da categoria para que haja um entendimento entre as partes. Uma reunião deve ser realizada na tarde desta segunda-feira para resolver o problema.
A determinação da prefeitura é que o serviço não seja interrompido. Se for necessário, a Secretaria de Obras realizará o trabalho com equipe própria, não descartando a possibilidade de rompimento do contrato.
Fonte: G1

Preço do combustível em Botucatu é acima da média da região

O preço do combustível nos postos de Botucatu (SP) está acima dos valores encontrados nas cidades da região. Em postos de Ourinhos, por exemplo, o preço médio do etanol é de R$1,86 e da gasolina R$ 2,78. Em Bauru (SP) este valor fica na média de R$ 1,94 para o etanol e R$ 2,79 para a gasolina. Já em Botucatu, dificilmente se acha o etanol mais barato que R$ 2,19 e a gasolina passa dos R$ 3.
É difícil encontrar um consumidor que não fique assustado com o preço do combustível na cidade. A cada ano que passa abastecer está mais caro. Fábio dos Santos mora em Botucatu e trabalha há quase dois anos em Bauru. Viaja todos os dias, mas só abastece o carro em Bauru, que costuma ser mais barato. “Ao fim de um mês resulta em uma grande economia."
Para completar o tanque de um carro popular com etanol em Botucatu, o motorista gasta em média R$ 115, já em outras cidades da região, encher este mesmo tanque com etanol custa em torno de R$ 103. A motorista Audrian de Oliveira Lopes disse que acha um absurdo o preço de combustível e gás na cidade. “Na região é o lugar mais caro que tem é Botucatu, por que toda região o combustível é bem mais em conta e a qualidade é a mesma e não muda", reclama a cuidadora de idosos.
Já o professor Luiz Antônio Menoqui conta que não consegue entender a diferença de preço. “Eu tenho parentes que moram em Santos, pagam mais barato o combustível e não tem usinas de cana de açúcar e álcool. O povo daqui tem que tomar a consciência que é uma realidade que nós temos aqui faz tempo e ninguém toma providência."
Quem é de fora da cidade e abastece em Botucatu se assusta com o preço, como a advogada Isabela Nunes da Silva que não costuma olhar o preço, mas quando soube que o preço era 20 centavos mais caro achou um absurdo. ”Muito mais caro. Lá eu pago R$ 1,95, R$1,99. Aqui está muito caro".
30% do valor pago em combustíveis é imposto  (Foto: Reprodução / TV TEM)30% do valor pago em combustíveis é imposto
(Foto: Reprodução / TV TEM)
Segundo o economista Paulo André, o preço do combustível é formado por vários impostos, mas que são pagos pelas refinarias. O fato de termos várias usinas na região não representa custos mais baixos. O economista ainda explica que a alta variação de preços em cidades diferentes, depende dos custos e das margens de lucro dos proprietários Com menos concorrência, o preço acaba sendo maior.
“A usina da cana de açúcar e álcool não pode vender direto para o posto, ele tem que vender para distribuidora. Já referente a concorrência, onde há concorrência maior, há um controle maior e melhor, a melhor forma de se ter uma controle de preços é uma concorrência maior."
Pelo telefone, alguns donos de postos de Botucatu disseram que eles têm que pagar o frete do combustível, coisa que não acontece, por exemplo, em Bauru, onde há maior concorrência e as distribuidoras acabam não cobrando. “Para eles, o preço é formado pelo frete, custos do posto e o lucro. A cada litro de gasolina que entra no tanque do seu carro, 30%  é imposto."
Já para os motoristas que não tem a oportunidade de abastecer em outra cidade, como o Fábio, que trabalha em Bauru, o que resta é pesquisar o preço mais em conta na cidade, mesmo a diferença sendo pequena.
Fonte: G1

Comissão Processante é formada em Botucatu

A Câmara de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) abriu nesta segunda-feira (7) uma Comissão Processante para analisar se a condenação do vereador Fernando Aparecido Carmoni (PSDB) por crime de apropriação indébita de imposto se configura quebra de decoro parlamentar. Ela tem 90 dias para decidir pela perda do mandato do parlamentar que exerce o cargo de líder do governo João Cury (PSDB) atualmente.

O processo permite que ele exerça o direito de defesa. O Legislativo recebeu ofício da Justiça Eleitoral de Botucatu sobre a decisão condenatória proferida pela 3ª Vara Federal de Bauru, em processo crime, na qual figura como sentenciado Carmoni que teve seus direitos políticos suspensos.

Ele alega que se trata de problema particular e que não envolve dinheiro público. Carmoni recolheu contribuição previdenciária de empregados, mas não repassou a Previdência Social.
Na sessão de ontem o plenário acatou o ofício que determina a abertura da Comissão Processante para analisar a perda de mandato. Só não votaram o vereador Fernando Carmoni e o presidente da Casa, Ednei Lázaro da Costa Carreira (PSB). 

Após sorteio e deliberação a Comissão Processante responsável pelo processo será formada pelo vereador Reinaldo Mendonça, o Reinaldinho (PR), Izaias Colino (PSDB) relator, e Valmir Reis (PPS) membro.
A Comissão Processante terá o prazo de 90 dias para conclusão de seus trabalhos observando sempre os dispostos na Lei n° 3991/2000.

O presidente da Comissão, Reinaldinho, solicitou à Mesa Diretora da Câmara que envie a íntegra de todo processo e decisão condenatória envolvendo o Carmoni.

“Acredito que a Câmara Municipal está procedendo da forma mais transparente e regimental possível já que e, em todos os casos de perda de mandato parlamentar deve ser assegurado ao interessado o mais amplo direito de defesa, não havendo que se cogitar a aplicação de qualquer penalidade sem o devido processo legal”, destaca o presidente da Câmara Municipal em nota expedida pela assessoria de imprensa.

Fonte: JCNet

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Prefeito defende Carmoni

por Sérgio Viana
Na última quinta-feira, dia 3 de abril, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Botucatu promoveu coletiva de imprensa com o prefeito João Cury (PSDB), para falar sobre a situação do vereador Fernando Aparecido Carmoni (PSDB), seu líder do Executivo na Câmara Municipal de Botucatu.
O evento serviu para responder aos questionamentos da imprensa botucatuense sobre o caso da condenação definitiva de Fernando Carmoni pelo Tribunal Regional Federal, devido ao não pagamento pelo período de 10 anos (1993-2003) de tributos ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), referentes ao Fundo de Garantia de funcionários de uma gráfica então administrada pelo vereador.
O tucano foi condenado ao pagamento de pena pecuniária, no valor de cinco salários mínimos, ressarcimento do erário público (em cerca de R$ 150 mil) e teve seus direitos políticos suspensos pelo período de 8 anos. Com a decisão transitada em julgado, e sem direito a recursos, a Justiça Eleitoral enviou ofício à Câmara, recomendando que a mesma o julgasse e votasse pela perda do mandato de Carmoni, de acordo com o artigo 55 – incisos IV e VI – da Constituição Federal Brasileira.
“Ser líder de governo na Câmara é um cargo político. Não vamos [nos] antecipar ao julgamento. Se ele for absolvido pelos outros vereadores, permanecerá como líder, se não, não. Eu não posso reclamar do Fernando Carmoni como líder, afinal, não tivemos nenhum projeto de lei reprovado”, comentou Cury a respeito de manter Carmoni como seu legítimo representante dentro da Casa de Leis. O papel do vereador líder de Governo é fazer com que haja diálogo entre os demais legisladores, afim de que as propostas de leis encaminhadas pelo Poder Executivo sejam aprovadas e viabilizem a governança do Prefeito.
“Não pagar impostos não está correto, ninguém poderia defender isso. Mas isso aconteceu durante o mandato [de Carmoni]? Uso, como exemplo de comparação, o caso do [ex-prefeito Mario] Ielo (PT), que exerceu irregularidades durante o seu mandato”, João Cury se refere ao processo enfrentado pelo ex-prefeito petista, que investiu apenas 24,3% do orçamento municipal na área de Educação, enquanto o previsto em lei era de 25%, durante seu último mandato (2005-2008).
“Mas quem era o Carmoni na política em 2003? Acredito que a cassação poderia ser uma pena muito pesada, se compararmos com a pena criminal (pagamento de cinco salários mínimos)”, argumenta o Prefeito ao defender o vereador.
Em relação à situação de Fernando Carmoni dentro de seu próprio partido, Cury declarou que ainda haverão encontros para discutir o caso, mas que o clima é de tranquilidade. “O partido vai se reunir para se posicionar sobre a situação, mas não acredito que vamos para que ele deixe o PSDB”, conclui.
Fonte: notícias.botucatu.com.br

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Justiça nega ação de danos morais movida por superintendente do HC contra pai do garoto Dennis

por Sérgio Viana
Na segunda-feira, 31 de março, foi emitido pelo juiz Fábio Fernandes Lima, da 2ª Vara Cível de Botucatu, parecer desfavorável a ação movida pelo superintendente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (HCFMB), Dr. Emílio Carlos Curcelli, contra Marcos Soares de Oliveira – pai do garoto Dennis, de 18 anos, que faleceu em 13 de agosto de 2012, após suposta negligência de atendimento no Pronto-Socorro Regional de Botucatu.
Curcelli ingressou na Justiça afirmando ser vítima de danos morais devidos a diversas criticas tecidas por Marcos Oliveira na rede social Facebook e no blog Chega de Erros Médicos, que ele mantinha na luta contra a repetição de erros na Saúde Pública, muitas vezes fatais. O superintendente, devido a ação, conseguiu fazer com  que o réu retirasse do ar todas as suas postagens e ainda pedia pagamento de indenização no valor de R$20 mil.
No entanto, o juiz Fábio Lima entendeu que o pai do garoto, visto sua condição de ter perdido um filho num caso que ainda está sob investigação policial, nada mais fez do que exercer seu direito de liberdade de expressão, garantido no art. 5° da Constituição Federal.
“Ninguém é imune a críticas, protegido em uma redoma, [principalmente] quando se trata de agente público que ocupa posição de destaque na hierarquia administrativa e hospital gerido com recursos públicos e que, por certo, deve prestar contas à opinião pública no tocante à sua atuação”, argumentou o juiz em sua decisão final.
Para o magistrado, as críticas de Marcos Soares de Oliveira, ainda que feitas de modo ríspido no linguajar, foram direcionadas a pessoa pública de Curcelli e não aos aspectos íntimos de sua vida pessoal. “O réu sofreu a perda de um ente querido, perda irreparável e deseja com sua indignação promover uma tomada de atitude por parte das autoridades… Negar ao réu o direito de expressar sua opinião sobre o acerto ou desacerto da administração efetuada pelo autor [Curcelli] significa negar-lhe o direito de participação cidadã… bem como negar-lhe o sagrado direito de expressar sua opinião”, destacou.
Para o pai de Dennis “a Justiça começou a ser feita, graças a Deus”. Atualmente ele está cursando Direito numa instituição de ensino de Bauru, pois após a fatalidade que atingiu seu filho, ele pretende se preparar melhor para lutar pela extinção de negligências médicas na área da Saúde Pública.
Fonte: noticias.botucatu.com.br

Líder do prefeito corre o risco de perder o mandato

O vereador Fernando Aparecido Carmoni (PSDB), literalmente, está nas mãos dos demais legisladores que deverão fazer um julgamento político contra ele na Câmara Municipal de Botucatu e ele precisará de 2/3 dos votos para não ter o mandato cassado. O julgamento deverá ser agendado pelo presidente do legislativo Ednei Lázaro da Costa Carreira. Isso porque o vereador foi condenado pelo desembargador relator do Tribunal Regional Federal (TRF), Antônio Cedenho, que suspendeu os direitos políticos do vereador e não cabe mais recurso. 

De acordo com o está inserido no processo o vereador não efetuou o depósito do Fundo de Garantia ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) dos empregados de sua gráfica, embora os valores tenham sidos descontados da folha de pagamento, no período compreendido entre 1993 a 2003, que somariam quase R$ 600 mil. Com isso Carmoni foi condenado a perda de seus direitos políticos e ficará inelegível por oitos anos. Carmoni já havia sido julgado e condenado nesse mesmo processo pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER), porém recorreu da decisão e participou das últimas eleições municipais de 2012, protegido por uma liminar.

Entre os argumentos da defesa o réu requereu sua absolvição (que não foi aceita pelo desembargador), alegando que “além de não ter sido o efetivo responsável pela administração da empresa, nunca apropriou de qualquer valor referente ao recolhimento de tributos previdenciários, bem como que não restou provado que houve pagamento de salários aos empregados, muito menos faturamento, uma vez que a empresa era composta somente por ele próprio e uma terceira pessoa, os quais produziam seus próprios salários através de atos de informalidade praticados numa pequena gráfica, o que demonstra que nunca houve retenção ou apropriação das contribuições previdenciárias”.

A Lei Orgânica do Municipal em seu artigo 23 inciso IV reza que perderá o mandato de vereador aquele que perder ou tiver suspensos seus direitos políticos e o inciso VI para quem sofrer condenação criminal por sentença transitada em julgado. Porém, Carmoni está amparado pela alínea 2ª desse mesmo artigo que prevê que a perda de mandato será decidida pela Câmara Municipal e ele não será cassado se obtiver 2/3 dos votos parlamentares, ou seja, pelo menos 06 votos dos 09 possíveis. Isso porque a Câmara conta com 11 vereadores, mas Carmoni não vota por ser réu e Ednei Carreira por ser o presidente. Caso Carmoni perca o mandato assume sua cadeira o comerciante José Francisco dos Santos, o Dadá (PSDB).

Carmoni esteve na tarde desta terça-feira (1º de abril) na sede do Cartório Eleitoral de Botucatu conversando com o chefe do Cartório Eleitoral da Comarca, Igor Inácio para ficar ciente de sua situação. Agora terá que realizar um trabalho nos bastidores políticos para conseguir os votos necessários para manter o seu mandado como vereador. Entretanto, Igor Inácio lembra que mesmo se for absolvido em plenário ele irá completar esse mandato, mas ficará inelegível por oito anos e não poderá participar das duas próximas eleições. 

Fonte: Site Acontece Botucatu

segunda-feira, 31 de março de 2014

Site da Prefeitura é alvo de invasão

O site da Prefeitura de Botucatu se tornou alvo, na última quinta-feira, 27 de março, de ataque de hackers. Um dos alvos foi a seção da agenda do prefeito João Cury, onde os responsáveis teriam postado mensagens ofensivas.
A própria Prefeitura confirma a invasão. Ao emitir nota oficial sobre o fato, reforçou que ‘constatada a ação criminosa, o setor de Tecnologia da Informação (TI) agiu de forma preventiva retirando os sistemas do ar’.
O texto ainda salienta que a Prefeitura vai acionar a polícia para elaboração de um Boletim de Ocorrência para que as investigações necessárias sejam realizadas para a identificação dos responsáveis pela invasão.
Fonte: noticias.botucatu.com.br

quarta-feira, 26 de março de 2014

Dilma afirma que Bauru terá uma Faculdade de Medicina

Durante visita à Bauru-SP (100 Km de Botucatu), a presidente do Brasil, Dilma Roussef, afirmou que é de extremo interesse que uma das principais cidades do centro-oeste paulista tenha uma instituição de ensino de ciências médicas. A vontade política de instalar uma faculdade no município já existe há um bom tempo e criou diversas discussões, inclusive na Câmara Municipal de Botucatu, com a possibilidade da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB/Unesp) implantar um novo curso lá.
Presidente reafirma compromisso do governo federal com a criação do curso de medicina
Presidente reafirma compromisso do governo federal com a criação do curso de medicina
“Absolutamente, é do interesse do Governo Federal ter em Bauru uma Faculdade de Medicina, que se junte às outras 16 instituições de ensino superior da cidade. Temos um país onde muitos municípios ainda não possuem médicos [para atender à população] e nossos cursos demoram em média seis anos para formar um profissional”, declarou a chefe de estado.
Junto a ela, além do Ministro das Cidades Gilberto Occhi, autoridades da Caixa Econômica Federal e de cidades da região, esteve presente também o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que disputará o Governo de São Paulo pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Logo após a passagem por Bauru, a presidente seguiu para Araçatuba.
Fonte: noticias.botucatu.com.br

Plano ambiental exclui proteção ao aquífero Guarani


O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema) aprovou o plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Botucatu, na região central do Estado de São Paulo, mantendo a permissão do uso de agrotóxicos numa das principais zonas de recarga do aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce subterrânea do planeta. A restrição ao emprego de pesticidas e defensivos agrícolas nessas áreas, proposta por entidades ambientais, foi retirada do documento por pressão de prefeitos e grupos empresariais. Ambientalistas afirmam que a medida põe em risco o aquífero num momento em que o Estado enfrenta sua maior crise hídrica.

Em reunião realizada nesta terça-feira, 25, representantes das entidades decidiram realizar uma mobilização em Botucatu, nos dias 9 e 10 de maio, em defesa do aquífero. "Vamos pedir uma revisão no plano de manejo na base da pressão popular", disse Beatriz Stamato, diretora do Instituto Giramundo Mutuando, uma das entidades que integram o conselho gestor da APA. O aquífero já abastece cidades como Ribeirão Preto, Presidente Prudente e São José do Rio Preto, e é apontado como alternativa para o abastecimento futuro das regiões metropolitanas do Estado. A própria Secretaria Estadual do Meio Ambiente reconhece que a área da APA é uma zona de recarga dessa reserva estratégica de água doce, o que a coloca em situação de grande vulnerabilidade.

Conforme Beatriz, nos afloramentos, as rochas de arenito que armazenam a água atingem a superfície do solo e ficam expostas à contaminação. "É uma situação especial e a restrição aos agrotóxicos nessas áreas foi muito discutida, mas acabou prevalecendo o voto a favor da contaminação", disse. De acordo com Nelita Correa, presidente da SOS Cuesta de Botucatu, o plano de manejo havia sido aprovado pela comissão de biodiversidade do Consema, mas teve voto contrário da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Além da restrição ao uso de agrotóxicos, a entidade também se opôs à regra que limitava o emprego de sementes transgênicas na região.
Em reunião convocada pelo prefeito de Botucatu, João Cury (PSDB), a Fiesp pediu o apoio de prefeitos da região para a retirada das restrições. No Consema, a exclusão das restrições venceu por 12 ootos a 11. "Botucatu é um dos polos de agroecologia do Estado e houve um apelo social pela limitação aos transgênicos e agrotóxicos. Na votação, no entanto, o plano foi mutilado e, sem essas diretrizes, as águas subterrâneas e superficiais correm risco", disse Nelita.

A APA Botucatu abrange 218 mil hectares em nove municípios da região e inclui a Cuesta de Botucatu, com remanescentes dos dois biomas característicos do Estado - a mata atlântica e o cerrado -, além de sítios arqueológicos e formações geológicas incomuns. Em nota, a Fiesp informou ter participado das discussões sobre o plano de manejo e sua análise é que os aspectos referentes ao uso de agroquímicos e ao cultivo de organismos geneticamente modificados não se encontravam suficientemente amadurecidos para uma decisão final em plenário. Por essa razão, a Fiesp apresentou proposta para a criação de um grupo técnico para aprofundar os debates e estabelecer estratégias e prazos compatíveis a um programa de uso e monitoramento de agrotóxicos na APA. A proposta foi acatada pelo Consema e aguarda-se a criação do grupo pela Secretaria.
José Maria Tomazela | Agência Estado

segunda-feira, 24 de março de 2014

Dilma estará em Bauru nesta terça-feira

A presidente Dilma Rousseff  estará em Bauru nesta terça-feira, dia 25, às 14h00. Ela estará entregando 1.000 casas do programa Minha Casa Minha Vida. O evento ocorrerá no Residencial Água da Grama, Rua Irene Pregnolato Pinto Nogueira, Bairro Nova Esperança. Petistas e simpatizantes prometem lotar a cerimônia.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Passeata pede volta da escravidão no Brasil

CASA GRANDE - Após exigir intervenção militar contra a invasão comunista programada para 2014, cidadãos esclarecidos do Morumbi organizaram uma passeata ordeira e pacífica pela volta da escravidão. "Ninguém aguenta mais essa classe C emergente. Hoje em dia contratar uma babá custa uma fortuna e as empregadas domésticas estão cheias de direitos. Agora querem carro. Assim vamos virar uma Venezuela!", explicou a empresária Yara Caetano. "O povo de Moema anda dizendo que mora na Vila Nova Conceição, onde já se viu!", completou a empreendedora.
Sob a batuta de Maycon Freitas, líder dos movimentos de junho, que admite estar 85% politizado, o grupo trotará pela Avenida Paulista de fraque, cartola, monóculos e polaina. "Peparamos gritos de ordem contra aquela protopetralha chamada Princesa Isabel", bradou Freitas, enquanto acendia uma fogueira para queimar a bruxa Marilena Chauí.
O grupo defende a volta da escravidão até que as relações entre patrões e empregados seja restabelecida. "É uma oportunidade para setores esclarecidos da sociedade brasileira se manifestar", cravou o agropecuarista Marcos Barbosa. "Ninguém aguenta mais esse clima de insegurança jurídica", arrematou.
No final da tarde, houve uma dissidência no movimento. Uma ala de coxinhas de vanguarda se descolou do grupo para exigir que o Brasil volte a ser colônia de Portugal. "Quando a família real portuguesa estava por aqui, ninguém falava em comunismo", discursou Andrea Matarazzo, brandindo no ar um exemplar do livro No País dos Petralhas.
Fonte: Revista Piauí
http://revistapiaui.estadao.com.br/blogs/herald/brasil/passeata-pede-volta-da-escravidao-no-brasil

Botucatu: adolescente inventa estupro para evitar bronca da mãe

A Polícia Civil de Botucatu, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), investigou um caso de estupro e descobriu que a vítima, um adolescente de 12 anos, inventou a ocorrência para evitar uma bronca da mãe.

Segundo o delegado da DIG, Celso Olindo, o adolescente contou para a polícia que, na tarde do dia 1 de março deste ano, três homens o teriam estuprado no bairro Santa Eliza e roubado seu boné. “Em princípio, achamos estranho os criminosos levarem apenas o boné, pelo fato do valor do objeto ser pequeno. Além disso, a história estava mal contada. Assim, após 15 dias de investigação, concluímos que o crime não ocorreu”, disse.

Ao ser indagado novamente pela polícia, o adolescente confessou que havia inventado a história, pois foi em um passeio com os amigos sem que a mãe soubesse e teve seu boné furtado. Com medo de levar bronca, o menino inventou ter sido estuprado.

Ainda de acordo com o delegado, a ocorrência será encaminhada para a Vara da Infância e Juventude e o adolescente irá responder inquérito policial por falsa comunicação de crime.

Fonte: JCNet

Saiu o Gabarito do Hospital das Clínicas

Os mais de três mil candidatos às 225 vagas disponíveis ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, que realizaram a prova do concurso público do último domingo (16) já podem conferir seus acertos e erros por meio do gabarito oficial da prova, que já foi oficialmente disponibilizado. O resultado final com a relação dos aprovados deverá ser liberado no mês de abril.

O Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), entidade responsável por toda a organização do concurso público, divulgou no final da tarde desta terça-feira (18), os gabaritos oficiais das cinco diferentes provas realizadas no domingo. Como são muitas diferentes áreas de atuação, os interessados deverão acessar o link www.ibfc.org.br, procurar pela aba “Concursos”, selecionar a opção “Concursos em andamento”, clicar no ícone do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e descer na página aberta até a divisória dos “Gabaritos e Cadernos de Provas”.
Dentro de cada uma das cinco opções de arquivos existentes, existem as áreas de atuação. Os interessados também poderão conferir os cadernos de perguntas que foram utilizados nas provas do último domingo.
Assessoria de Comunicação e Imprensa

segunda-feira, 17 de março de 2014

Veja quem são os organizadores do movimento que quer os militares de volta no poder

Há cinquenta anos, a Folha de São Paulo assumia-se francamente em favor da derrubada do presidente eleito, João Goulart. Para isso, o jornal, assim como quase todos os grandes meios de comunicação da época, se valiam de uma verdadeira alquimia verbal: os golpistas eram chamados de democratas e o golpe foi chamado de movimento de retorno à democracia.
Foi o maior engodo da história do Brasil. E foi preparado meticulosamente, ao longo de muitos anos, contando com gordo financiamento dos Estados Unidos.
Agora sabemos que a cúpula militar foi subornada. Há relatos de generais recebendo “malas de dólares” pouco antes do golpe.
É curioso que a Folha, que jamais se desculpou pelo apoio ao golpe, agora dê tanto espaço a Bruno Toscano, um dos organizadores da Marcha da Família, a qual defende, entre outras coisas, justamente uma nova “intervenção militar”.
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Entretanto, o problema maior não é dar atenção à Marcha, já que é um evento bizarro o bastante para despertar o interesse público e jornalístico. O problema é não dar ao leitor um mínimo de informação sobre o entrevistado, o senhor Bruno Toscano.
Os internautas nos ajudaram a fazê-lo, embora me pedindo que não divulgue seus nomes, porque, segundo eles, Toscano já os ameaçou de morte várias vezes. Já foi montado inclusive um “Dossier Kipedia” com fotografias sobre o comportamento de Toscano nas redes.
São ameaças de morte à presidente da república e militantes de esquerda de forma geral, incitações ao terrorismo político, homofobia descarada.
Vou reproduzir apenas uma dessas coisas:
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Por que a Folha não pesquisa sobre o personagem antes de jogar tantas luzes sobre ele?
A reportagem diz ainda que um dos apoiadores da marcha no Rio é Maycon Freitas, “técnico em segurança do trabalho”. A Folha já foi mais profissional. Maycon Freitas trabalha para Globo, como dublê, conforme descobriu este blog. Freitas ganhou notoriedade ano passado, ao aparecer nas Páginas Amarelas da Veja, como a “nova voz que emergiu das ruas”. A matéria compunha uma das tentativas da mídia de manipular as manifestações em favor da direita e contra o governo federal.
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Um dos nossos amigos da blogosfera fez até um videozinho com a figura. Vale a pena ver de novo:
Tem mais: as mesmas figuras foram identificadas como os agressores de pessoas que participavam de São Paulo, no ano passado. A nossa mídia agora se degenerou a tal ponto que vai promover terroristas?
PS do Fernando Brito: Miguel, a Folha poderia aproveitar o ensejo e perguntar sobre o que é a queixa-crime apresentada contra o Bruno Toscano Franco na 1a. Vara Criminal de São Paulo, no processo 00006262820148140401 do Tribunal de Justiça do Pará.